São poucos os músicos que merecem algumas considerações escritas sobre um novo ano de longevidade. Lembro-me de um Bob Dylan, o velho bardo que mantém intactas todas as suas faculdades criativas ou de um poeta dos bas fonds, Lou Reed, que também não cessou de compor e de aqui e ali gerar pontos de interesse.
Paul McCartney insere-se facilmente na categoria de artista relevante e que conseguiu ultrapassar a barreira de co-compositor de sucesso para o retomar na sua caminhada a solo. É certo que detém o melhor catálogo de canções do mundo, mas os seus registos individuais também merecem destaque.
Recordo-me da brilhante ode apressada, Got To Get You Into My Life, a elegância de For No One e, claro, daquele assombroso lado B do álbum Abbey Road. Individualmente existem outros bons momentos: a comovente Maybe I´m Amazed, a bondiana Live and Let Die e, permitam-me, a subvalorizada No More Lonely Nights.
Para todos os efeitos, Paul é um sobrevivente e, conjuntamente com Ringo Starr, é o representante de um grande pedaço da nossa mais querida memória musical. Esperemos que a sua próxima (derradeira ?) digressão mundial contemple Portugal com uma data no seu intenerário. Até lá, muitos parabéns James Paul McCartney !








