Página Inicial Data de criação : 08/01/10 Última actualização : 08/11/29 23:51 / 66 Artigos publicados
 

Os Discos da Minha Vida – Parte XI  Inserido Saturday 24 May 2008 01:03

O caminho para o sucesso dos INXS começou nos pubs da Áustralia. Com a canção "What You Need" foram guindados ao Top Five americano, mas seria o álbum "Kick" que lhes traria o reconhecimento global. Através de uma combinação inteligente de rock & rollpop/funk e bons riffs, construiram um disco sólido e consistente. A essência do trabalho era um híbrido entre rock e música de dança, com classe, e um apreciável sentido cool.

A sexualidade felina do vocalista Michael Hutchence dava um colorido especial à envolvente "Devil Inside", de que o mega êxito "Need You Tonight" conferia o seguimento natural. A ultra dançante "New Sensation" empregava as mesmas armas da balada épica "Never Tear Us Apart", ou seja, pausas dramáticas e repentinas, mas sem nunca perder o norte.

De uma ponta a outra, "Kick" é um disco onde a palavra verbo de encher está ausente e enquadra-se na categoria dos melhores álbuns pop de todos os tempos.

    

     

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Men at Work - A Versão Australiana da New Wave  Inserido Thursday 22 May 2008 23:00

A história dos Men at Work é indissociada do movimento new wave, do qual foram uma das mais importantes referências. Extraordinariamente populares na sua Austrália natal, conheceriam o sucesso global com o disco “Business as Usual”, de 1981. De que resultariam dois grandes singles: “Who Can It Be Now?” e “Down Under”. Os dotes do compositor e vocalista Colin Hay começavam a dar os seus frutos, aliados a uma boa produção e a uma noção inovadora da engrenagem pop/rock. Essa vertente era particularmente evidente no sabor pseudo-sofisticado de “Who Can It Be Now?”, devedora do brilhante trabalho do saxofonista Greg Ham.

O segundo álbum, “Cargo”, editado em 1982 e composto quase na totalidade por Hay, manteve a chama acesa graças aos temas “Overkill” e “It´s a Mistake”. Mas, a extensa digressão de promoção do disco causaria estragos irreperáveis. Agravados com o fracasso comercial do trabalho seguinte, “Two Hearts”, de 1985, antecedido pela saída do baixista John Rees e do baterista Jerry Speiser. Colin Hay continuaria a fazer apresentações com músicos contratados até ao final desse ano, mas as actividades da banda cessariam pouco depois.

Em 1996, Colin Hay e Greg Ham reagruparam os Men At Work recorrendo uma vez mais ao auxílio de músicos de apoio. Na mesma altura, é editada a abrangente colectânea: “Contraband: The Best of Men at Work”. Dois anos depois, o conjunto editou um álbum ao vivo, “Brazil”, gravado durante uma bem sucedida tourné por terras brasileiras.

O conhecido sentido de humor da banda está bem patente no videoclipe de “Down Under”. Nele, predominam as alusões ao modo de vida australiano e a supostas interferências de outras culturas. A certa altura, Colin Hay pergunta: “Do you come from the land down under ? Where women glow and man plunder?”. Mais um pouco e teríamos a segunda versão do hino nacional dos aussies.

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Os Discos da Minha Vida – Parte X  Inserido Saturday 17 May 2008 00:28

O artista Prince Rogers Nelson tinha acabado de completar 26 anos quando "Purple Rain" foi editado. À data, representava a estocada final para o estrelato e a súmula perfeita das boas indicações deixadas nos álbuns anteriores. Na prática, exercitava-se o funk e o R&B com guinadas convincentes em territórios como a poprock e até no heavy metal.

De "Purple Rain" destacaram-se a imponente balada que deu o título ao disco, auxiliada por um trabalho notável de guitarra do seu compositor, e o gospel sintético de "When Doves Cry" que introduziu elementos de carácter pessoal referentes ao cantor de Minneapolis. Acompanhando o tema anterior na liderança dos tops americanos, de 1984, esteve também "Let´s Go Crazy", com a sua parafernália sonora, arrancando algumas notas típicas do metal. 

O poder de atracção deste trabalho manifestou-se em 20 semanas bem sucedidas na tabela de ábuns mais vendidos e mais dois singles de sucesso. É certo que a bem sucedida aventura, do fime correspondente, auxiliou decisivamente nas vendagens, mas Prince nunca esteve tão perto da perfeição como "Purple Rain" o demonstrou.  

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Robbie Williams troca a música pelos OVNIS  Inserido Thursday 15 May 2008 22:28

Há algum tempo atrás, perguntava neste blog, qual seria o próximo passo do princípe da pop, Robbie Williams. Poucos imaginariam que o artista de sucesso se iria dedicar á ovnilogia, afinal de contas uma actividade literalmente oposta ás expectativas mais remotas dos seus acérrimos fãs. Tudo começou com um desentendimento, derivado a  algumas medidas impopulares do novo patrão da EMI, Guy Hands. Para Williams a explicação para a sua greve oficiosa é simples: "Lançei 10 álbuns em 10 anos e o cansaço está a acentuar-se".   

Actualmente, o cantor de "Millenium" leva uma vida tranquila em Los Angeles e tem alguma dificuldade em imaginar-se em Inglaterra: "Não sou famoso aqui. Posso saír e fazer tudo o que quero, e isso é adorável". Outra das razões que o fixam aos Estados Unidos é a sua nova namorada, de 28 anos, a actriz americana Ayda Field. De acordo com alguns amigos, Ayda é a razão pela qual está mais gordo e tranquilo também.

Em 2005, Robbie Williams comprou um campo de futebol e criou uma equipa, os LA Vale, constituida por alguns conhecimentos e por celebridades. Embora tenham obtido destaque na liga principal de Los Angeles, acabariam por encerrar as actividades devido a questões monetárias. No entanto, a sua grande paixão, para alguns obsessão, são os OVNIS e os raptos por extraterrestres.

Assistente regular de convenções sobre abduzidos, na América e detentor de uma colecção de centenas de livros e DVD´s sobre o assunto, Williams pondera a hipótese de gastar 2,5 milhões de libras na criação de um observatório, no deserto exterior a Los Angeles. Num documentário da Radio 4, com a presença do jornalista Jon Ronson, o artista revelou que viu várias vezes OVNIS, da infância á actualidade.

Durante uma entrevista recente, na rádio, Williams admitiu como provável a hipótese de deixar a música e ser um investigador a tempo inteiro: "Seriamente, quero estudar os OVNIS. Deixei de ser uma pop star, quero ser um ovnilogista a tempo inteiro". A ser verdade, o mundo terreno perde um grande showman. Tenho dito ! 

 

 

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Os Discos da Minha Vida – Parte IX  Inserido Saturday 10 May 2008 20:37

Á partida as condições não eram as melhores. Keith Richards sobrevivia a um desastre de automóvel, Mick Jagger tinha acabado de se casar, problemas com o fisco e antigos managers atormentavam uma banda que vívia “realmente” um exílio no sul de França. Para agravar este estado de coisas, as gravações de “Exile on Main Street”, iniciadas no Verão de 1971, na Villa Nelicotte, propriedade do famoso guitarrista dos Rolling Stones, a electricidade falhava constantemente e a humidade alterava a afinação dos instrumentos.

Com o decorrer dos trabalhos, os atropelos e a desorganização transformavam-se num documento musical uno, sólido e furioso. A explicação para a durabilidade de um dos melhores discos de hard rock de sempre provinha da sua diversidade de estilos: rock & roll, blues, soul e até country. Mas, acima de tudo, pelo acentuar da componente depressiva, iniciada em “Let It Bleed” e “Sticky Fingers”, acrescida de um regresso a uma versão mais dura dos blues, herdados dos seus legítimos antepassados.

Um riff a mid tempo e um grito cavernoso de Jagger apresentavam a relaxante primeira canção: “Rocks Off”. A festa prosseguia com “Rip This Joint” e atingia o seu pináculo com “Tumbling Dice”, no qual o vocalista dos Stones desempenhava o papel de pregador, apoiado por harmonias gospel debitadas pelas vozes corais de Claudie King e Vanetta Fields. A influência de Chuck Berry era patenteada em “Happy”, outro grande tema do álbum, apresentando o cantor Keith Richards e uma estrofe memorável: “I need a love to keep me happy”.

Destaque ainda para o desconsolo gospel da lindíssima “Let It Loose”, a pedalada rock enriquecida pelo saxofone de Bobby Keys, “All Down the Line”, e o encanto espiritual de “Shine a Light”, que dá nome ao filme de Martin Scorcese, actualmente em exibição, sobre os Rolling Stones. Em entrevista concedida á revista Rolling Stone, em 1995, Mick Jagger retirava  valor ao trabalho de 1972: “Exile é um pouco sobrestimado, não tem assim tantas canções memoráveis”. Discordo ! A faceta negra dos Stones é decididamente a mais convincente.

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